sábado, 7 de março de 2015

A instabilidade governativa

A 1ª República (de 1910 a 1926) foi um período político de grande instabilidade governativa. Para isso muito contribuiu o poder excessivo do Parlamento. Havia naquela altura uma grande rivalidade entre os vários partidos políticos.
A entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial trouxe problemas ao país: elevados gastos financeiros e muitos soldados mortos ou feridos.
Cais de Santa Apolónia: embarque do Corpo Expedicionário Português para a Flandres, após a entrada de Portugal na I Grande Guerra 1917.
Nos inícios da década de 1920, os problemas dos portugueses agravaram-se.
A subida dos preços, a falta de alimentos e o desemprego eram cada vez maiores.
Nas ruas, eram frequentes os ataques à bomba, os assassinatos, as greves, a desordem.
Sopa de caridade. Em 1918, cerca de 5000 pobres recebiam, diariamente, refeições das cozinhas económicas de Lisboa.
Face a estes problemas, todos desejavam um novo regime político – forte, autoritário, capaz de impor a ordem no país.
Em 28 de maio de 1926, uma revolta militar iniciada em Braga iria pôr um fim à 1ª República.

Reformas no domínio do trabalho

Os governos republicanos melhoraram também a situação dos trabalhadores.   
-Surgem várias associações de trabalhadores ou sindicatos. Estes sindicatos organizaram lutas em defesa dos interesses dos seus associados (melhores salários, menos horas de trabalho, melhores condições…).
 
-O Governo: além de reduzir o nº de horas de trabalho diário (8 horas) introduziu um dia de descanso semanal; obrigou à criação de um seguro contra acidentes de trabalho (e também para a doença e velhice); permitiu o direito à greve.
Reformas no ensino

Os republicanos defendiam a instrução primária aberta a todos e promoveram várias iniciativas para alfabetizar a população:
-Criaram o ensino pré-primário;
-No ensino primário: aumentaram o número de escolas primárias; o ensino passa a ser obrigatório e gratuito dos 7 aos 10 anos; criaram-se escolas para formação de professores;
-No ensino secundário e técnico: construíram-se liceus; criaram-se mais escolas de ensino técnico (escolas agrícolas, comerciais e industriais); organizaram-se e reformaram-se museus, laboratórios e bibliotecas;
-No ensino superior: criaram-se novos cursos; abriram-se novas universidades – a de Lisboa e a do Porto.
Liceu Pedro Nunes, Lisboa (inaugurado em 1911-12).
No entanto, muitas destas medidas não puderam ser aplicadas, devido à falta de meios financeiros (as escolas eram insuficientes, havia falta de professores).
Em 1920, ainda mais de metade da população portuguesa continuava analfabeta.
A 1ª República

O rei D. Manuel II e a restante família real embarcaram para o exílio, em Inglaterra.
Acabaram assim quase oito séculos de Monarquia.
Após a revolução republicana nomeou-se logo um Governo Provisório, presidido por Teófilo Braga.

O Governo Provisório
 
Algumas medidas tomadas por este Governo foram:
-adotar uma nova bandeira, um novo hino (“A Portuguesa”) e uma nova moeda (o escudo);
-preparar as eleições para uma Assembleia Constituinte.
Esta Assembleia Constituinte tinha como função elaborar uma nova Constituição.
 
A primeira Constituição da República Portuguesa seria aprovada em 1911.
A Constituição de 1911.
 
Segundo a Constituição de 1911, o chefe de Estado passou a ser o Presidente da República e o Parlamento tornou-se o órgão de soberania mais importante. Este podia eleger e demitir o Presidente da República.
 

A divisão de poderes segundo a Constituição de 1911.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Revolução Republicana

Na madrugada de 4 de outubro de 1910, deu-se início à revolução republicana, que veio pôr fim ao regime monárquico. Os revoltosos republicanos, que eram, sobretudo, militares do exército e da marinha e muitos populares armados, concentraram-se na Rotunda, atual Praça Marquês de Pombal, apoiados, no rio Tejo, pelo navio de guerra Adamastor, que bombardeou o Palácio das Necessidades.
O exército fiel à monarquia desorganizou-se, não conseguindo derrotar os revoltosos.

Na manhã de 5 de outubro de 1910, José Relvas e outros membros do diretório do Partido Republicano Português, à varanda da Câmara Municipal de Lisboa e perante milhares de pessoas, proclamaram a República.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O Regicídio

No dia 1 de fevereiro de 1908, em Lisboa, dá-se um atentado contra a família real.


São mortos o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe e o rei D. Carlos.
Com a morte de D. Carlos e do príncipe herdeiro, Luís Filipe, foi aclamado rei D. Manuel II, que tinha apenas 18 anos.
O 31 de janeiro de 1891

Em 31 de janeiro de 1891 deu-se, no Porto, a primeira revolta armada contra a monarquia. A guarda municipal, fiel à monarquia, venceu os revoltosos. O número de mortos foi grande.